maio 15, 2011

"Os animais" segundo os Essênios - Anne Meurois-Givaudan




"Os animais" segundo os Essênios
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A Aura

Todo ser vivente possui várias auras, mesmo se algumas ainda se encontram em estado embrionário. O mundo animal reservou-me, entretanto, belas surpresas. Todos os que puderam surpreender o olhar de um animal dito "selvagem" ao enveredar por um bosque, a silhueta de uma corça numa clareira ao alvorecer, sabem por quanto tempo esse momento permanecerá gravado em suas lembranças.
Da mesma forma, o espetáculo de uma aura desprendendo-se de um ser do "povo animal" é inefável. Mesmo considerando que, freqüentemente, apenas as três primeiras auras se desenvolvem, elas apresentam grande clareza e beleza luminosa. Não quero dizer com isso que a "gente" animal não tenha problemas a resolver, mas ela tem a vantagem de ser menos mental, menos poluída por pensamentos parasitas, menos tortuosa em suas progressões. Os pensamentos e os sentimentos mais diretos de nossos irmãos animais tornam suas auras mais densas e mais protetoras.
Existem entre eles, como entre nós, seres mais evoluídos, guias, mestres de grande maturidade e de grande beleza interior. Eles são mais individualizados e suas auras tornam-se mais complexas pela possibilidade que têm de conceber as abstrações com mais facilidade.
Observar a aura de seu companheiro de pêlos, plumas, de quatro ou duas patas, não é fácil. O gato, animal psíquico por excelência, raramente aceita intrusão no seu mundo íntimo e com freqüência embaralha "as cartas", isto é, suas auras, a fim de se proteger.
Apenas as pessoas que têm um contato privilegiado com o mundo animal podem ter acesso a uma leitura mais fácil das auras.
A aura astral é a mais extensa entre os animais, assim como entre os homens, e você pode sentir-se cativado por suas cores vivas, testemunhas fiéis dos sentimentos do momento. Com efeito, o povo animal tem uma faculdade que perdemos há muito tempo e que tentamos reencontrar hoje: os animais vivem o instante presente e expressam os sentimentos que dele advêm.
Nas doenças Nada é imutável, tudo se transforma, só a mudança não muda e nossos amigos animais são igualmente arrastados por essa corrente.
Se outrora sua natureza sã lhes permitia evitar as doenças ditas psíquicas ou psicossomáticas, hoje em dia não é mais assim. Há evidentemente diversas razões para isso, sendo que três dentre elas me parecem essenciais:

• Por um lado, o reino animal evolui como qualquer reino e desenvolve lentamemte um estado psicológico mais amplo pensamentos mais abstratos, com tudo que isso significa em termos devantagens e inconvenientes. A concepção simples e clara de certos acontecimentos vai tornar-se assim mais complicada, mas vai também enriquecer-se de reflexões mais complexas. O animal será menos "primário" aos olhos do homem, pois suas reações revelar-se-ão motivadas por um pensamento mais elaborado.

• Por outro lado, o animal doméstico, e em particular o animal de estimação, identifica-se muito com as pessoas que vivem à sua volta. Um tanto fora das normas, ele já não se identifica com o resto do mundo animal, que não o reconhece mais como tal, e tampouco é reconhecido pelo homem, pois não chega a ser humano.
É o "mal-estar" experimentado por muitas pessoas no caminho da espiritualidade quando seus propósitos, seus atos, não são mais reconhecidos pelos seus e elas não estão ainda suficientemente firmes, seguras de si para caminhar sozinhas.
Uma indisposição e uma dependência se instalam então nos animais "de estimação" que, em estreita comunicação com as auras de "seus donos", desenvolvem doenças outrora desconhecidas entre eles.
Assimilam, assim, por "imitação" indisposições muito humanas que podem ir da depressão a atitudes perturbadas, tanto no plano físico como no psíquico.
Não nego a ação de manifestações genéticas, da comida em conserva, dos exagerados cruzamentos de raças, do stress freqüente, sobre o estado de saúde sofísica e psíquica de nossos companheiros de estrada. Tudo isso contribui evidentemente para o enfraquecimento do capital genético outrora sólido. Há, contudo, a meu ver, uma outra causa para as doenças do povo animal.

• Esse povo, com efeito, sempre quis colaborar, no sentido nobre do termo, com o homem. O rancor dificilmente faz parte de sua índole, e seu amor incondicional é para nós, humanos, uma lição quotidiana de sabedoria.
Esse amor sem volta, sem julgamento, que nos demonstram certos animais, leva-os a uma generosidade sem limites. Assim ocorre de forma cada vez mais freqüente que nossos companheiros acabem adquirindo males destinados a nós... e às vezes até a morte.
As pequenas formas-pensamento que nos embaraçam, os miasmas etéricos que atraímos, são assim desviados para nossos amigos animais.
Os gatos, através das lambidas, desembaraçam-se mais facilmente dessas escórias opressivas do que os cães, que podem desenvolver eczemas atípicos ou doenças para as quais é difícil encontrar um remédio. Eis o que diz a esse respeito o cãozinho Tomy na obra Le Peuple Animal:

"...Quando um conflito, uma dor deve sobrevir em algum lugar, nós sabemos sempre com certa antecedência. Vemos uma luz baça formar-se em determinado lugar. Quase sempre ignoramos de onde ela vem, mas os mais antigos nos ensinam que ela se desprende do ser que deve sofrer o conflito e vai envenenar um local preciso. Ela é semelhante a uma cólera do ser contra ele mesmo. Nós, do povo canino, não sabemos bem o que isso pode significar, mas o constatamos. O Espírito de Vida pode, às vezes, pedir-nos para tomarmos sobre nós essa luz baça destinada a um humano que amamos. Aceitamos então que o conflito recaia sobre nós e que a força vital abandone nossa forma. Não é o dever, mas o amor que nos leva a fazer isso. Vocês, humanos, praticamente nem se dão conta... e isso nos entristece. Uma voz me sussurra que vocês ignoram os laços que os unem a nós, que nós voltamos para vê-los sob diferentes formas numa e em outra vida... e mesmo diversas vezes na mesma vida."

Os tratamentos essênios relativos ao povo animal revelam-se muito simples.
É absolutamente necessário ter-se o mesmo estado de ser aplicado ao tratamento dispensado aos seres humanos.
Trata-se sobretudo da imposição das mãos para que a luz passe e atue exatamente onde deve atuar.
Os animais de quatro patas recebem grande parte de sua energia através da coluna vertebral, especialmente pelo ponto situado a alguns centímetros antes da cauda.
Qualquer que seja o mal, é útil colocar uma das nesse ponto específico e a outra no local problematizado, olhando ao mesmo tempo para a fronte do animal. Em seguida desloque a mão que não está sobre a coluna vertebral para colocá-la sobre a fronte do ser que você está tratando.
Esse modo de proceder permite reativar, ao nível da coluna vertebral, um centro vital que recebe diretamente a luz e que se torna lento quando ocorre uma doença. A reativação do chakra da fronte permite ao animal retirar de seu psiquismo e de sua intuição a força necessária ao seu restabelecimento.

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Fonte:
Texto do Livro:
Leitura de Auras e Tratamentos Essênios - Terapias de ontem e de hoje, autora: Anne Meurois-Givaudan
http://espiritualidadevidapazeluz.blogspot.com
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