junho 24, 2011

A Energia Segue o Pensamento - Tudo é Energia


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A Energia Segue o Pensamento
Tudo é Energia
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Na sociedade atual nos encontramos constantemente com o conceito de energia. Entretanto, pouca gente se detém a considerar quê se entende por este termo.
A palavra vem do grego “energos”, que significa “ativo”. A energia é, portanto, a capacidade para a atividade vital e, desde tempos remotos, este conceito de energia vem sendo aplicando a uma área cada vez maior de conhecimentos e atividades humanas. Durante muito tempo, este conceito foi utilizado em relação com acontecimentos físicos, e mais tarde entrou também na formação de outros campos, tais como a psicologia, a economia e a sociologia. Do conceito de energia como uma força viva distribuída de forma geral, uma linha direta de desenvolvimento nos conduz a todas as diferentes esferas da vida humana.
O conceito científico de energia tem sido aquele em que mais se desenvolveu e utilizou o conceito de energia. A ideia de que tudo é energia, em estados e condições mutáveis, deu lugar a uma síntese no pensamento científico e a uma nova compreensão das forças do universo. Isto nem sempre foi assim. No Século XIX a energia era considerada como o resultado do movimento de corpos ou partículas materiais (energia cinética ou atual) ou como resultado da posição de um fragmento de matéria em relação a outros fragmentos de matéria (energia potencial). Expressou-se isto por meio de duas grandes leis: a lei da Conservação da Massa, que em resumo expressava que a massa (a quantidade de matéria num corpo) era indestrutível, e a lei da Conservação da Energia, que basicamente postulava que a soma total de energia no universo era constante.
Considerava-se que os conceitos de massa ou matéria e de energia eram independentes, e destes dois conceitos acreditava-se que o da matéria era o mais básico e fundamental para nossa compreensão do universo. Mas em 1905 Einstein demonstrou com sua “teoria especial da relatividade” que a massa em si mesma é uma forma de energia, que a massa e a energia são de fato intercambiáveis, e que se relacionam segundo a fórmula E=mc2, onde “E” é igual energia, “m” é igual massa, e “c” é igual velocidade da luz. Assim, “se a matéria se desfaz de sua massa e viaja à velocidade da luz, recebe a denominação de energia. E, o inverso, se a energia se solidifica e imobiliza, podendo-se determinar sua massa, recebe o nome de matéria” (O Universo e o Dr. Einstein, de Lincoln Barnett). A lei da Conservação da Massa teve que abandonar o lugar preponderante onde foi colocada, para que o conceito de Energia assumisse sua legítima importância.

O Corpo Etérico
Graças a esta teoria especial da relatividade foi possível provar, cientificamente, que no universo físico conhecido tudo é energia. Este descobrimento desacreditou os conceitos e explicações materialistas sobre o universo. Porque nada existe no universo manifestado planetário solar ou nos diversos reinos da natureza que não possua uma forma de energia, sutil e intangível e, sem embargo, substancial. Considera-se que tudo o que existe é energia; o manifestado é expressão de um conglomerado de energias, com algumas das quais se constroem formas, outras constituem o meio em que tais formas vivem, se movem e têm seu ser, e ainda há outras no processo de vivificar tanto as formas como o meio em que se desenvolvem. Deve ser recordado que as formas existem dentro de outras formas. Uma pessoa, sentada em seu aposento, é uma forma dentro de outra forma; o aposento em si mesmo é uma forma dentro de uma residência e essa residência (por sua vez outra forma) é, provavelmente, uma mais entre muitas outras similares, colocadas umas por sobre as outras, ou também umas ao lado de outras, constituindo entre todas uma forma ainda maior. Entretanto, todas estas diversas formas estão compostas de substância tangível que, quando coordenada e agrupada segundo algum desenho conhecido ou ideia na mente de algum pensador, cria uma forma material. Esta substância tangível está composta de energias vivas, que vibram ao se relacionar uma com as outras e que, ao mesmo tempo, mantém sua qualidade própria e a vida que as caracteriza.
Vivemos imersos num oceano de energias, embora nem sempre somos conscientes deste fato. Nós mesmos somos um cúmulo de energias, as quais se encontram intimamente inter-relacionadas e constituem o corpo sintético de nosso planeta. A este corpo energético denominamos etérico. O corpo energético etérico de cada ser humano é uma parte integrante do corpo etérico planetário e, consequentemente, do sistema solar. Deste modo, cada ser humano está relacionado, essencialmente, com todas as demais expressões divinas da vida, sejam pequenas ou grandes. De fato, o corpo energético de qualquer forma da natureza é parte integrante da forma substancial da vida universal única, do próprio Deus.
O corpo etérico não é nenhuma outra coisa senão energia. Sua função é receber e transmitir impulsos energéticos de distintas classes e graus, pondo-se em atividade graças a estes impulsos ou correntes de força. Proporciona a base necessária para os distintos tipos e níveis de interação telepática e para todas as formas de trabalho subjetivo e relações entre grupos e indivíduos. O corpo etérico também proporciona o nexo entre os impulsos mentais e emocionais, assim como o mundo da forma física exterior. As energias estão constantemente circulando através da rede do corpo etérico, condicionando e determinando a expressão externa, assim como as atividades e qualidades de todas as formas viventes. Isto é aplicável tanto aos seres humanos, individualmente, como aos grupos, à humanidade em conjunto, ao planeta e também mais além deste.

Fundamentos do Plano
As circunstâncias e acontecimentos do mundo externo são produto das energias dominantes que circulam no corpo planetário etérico em cada período particular da história mundial. Até há pouco tempo, a maioria dos homens e mulheres respondiam, principalmente, à energia do impulso emocional. Eram realmente poucas as pessoas receptivas à energia mental e aos padrões de pensamento. Entretanto, esta situação mudou rapidamente a partir do Século XX. Graças aos modernos sistemas educacionais, milhões de pessoas desenvolveram e estão desenvolvendo o poder de pensar e manejar a energia do pensamento. Aqueles que podem registrar e ceder a estes impulsos e padrões de pensamento que portam as sementes da cultura e civilização do mundo e que procedem da Mente Universal são na atualidade o suficientemente numerosos para formar um grupo mundial.
Diz-se que “o que está acontecendo no mundo, hoje em dia, vem determinado pelas ideias” e isto pode ser observado, claramente, nestes momentos. As pessoas que possuem algum conhecimento sobre o poder do pensamento, sobre os efeitos das correntes de energia mental, que fluem da mente, enfrentam uma situação de grande responsabilidade e que por sua vez lhes proporcionam uma grande oportunidade. Os pensamentos são energia e a energia segue o pensamento. Esta é a base de todo trabalho criador no plano mental. Se uma pessoa cujos pensamentos refletem a verdade pode transformar o clima mental do meio ambiente. Da mesma maneira, os pensamentos egoístas, não controlados ou destrutivos, podem envenenar a atmosfera mental. Nossos pensamentos são mais poderosos do que, geralmente, se acredita. Daí a necessidade de um uso criativo e construtivo deste poder.
O universo é a expressão de um plano e propósitos divinos. Não é uma“concorrência fortuita de átomos”, mas o desenvolvimento de um elevado desenho ou padrão. Quando nos tornamos conscientes da necessidade de que formas de energias positivas e construtivas circulem, nos convertemos em colaboradores conscientes do Plano Divino. Nestes momentos, começamos a reconhecer mais nitidamente a realidade do mundo mental e a trabalhar mais conscientemente para sermos capazes de registrar e responder às ideias e princípios fundamentais, que estão tentando se manifestar no mundo e que formam parte das linhas de ação de um Plano. Começamos a darmos conta, também, da existência daqueles que poderiam ser denominados “Os Guardiões do Plano” (a Hierarquia Espiritual) cuja tarefa é a preparação das diretrizes do Plano para que a humanidade as utilize e desenvolva. Identificamo-nos e nos associamos com o processo criador universal, compartilhado pela Hierarquia espiritual e por todos os pensadores criativos, cujo trabalho está inspirado pelo amor e o serviço.
Qualquer um pode cooperar na tarefa para que “o Plano se expresse por meio do pensamento”. Os objetivos fundamentais do Plano são: que a luz ilumine nossas mentes, que o amor governe todas as relações e que a vontade de Deus dirija os assuntos dos homens e mulheres. Todos aqueles que realmente procuram amar e servir a humanidade estão cooperando com o Plano. As pessoas que conhecem o poder do pensamento e que podem começar a trabalhar com a energia do pensamento, no plano mental, podem desenvolver um papel adicional criativo.

A Ciência da Mente
O uso sábio e adequado da energia do pensamento, para o serviço, não é para a maioria das pessoas um processo automático. Requer esforço e disciplina, além da compreensão dos princípios nos quais se baseia o uso criativo da mente. Os seguintes pontos nos revelam alguns dos fundamentos desta ciência da mente.

1 – O pensamento é criador, ao construir mediante a formulação, desenvolvimento e clarificação de ideias. É também comunicativo, pois a mente projeta as “formas de pensamento” para seu destino.
2 – A criação, mediante o pensamento positivo, requer uma consciência emocional estável, uma mente que pode manter um enfoque e concentração num tema ou ideia, sem interrupções ou distrações, e condições físicas que permitam conseguir isto.
3 – Requer-se uma pureza no motivo para realizar esta tarefa. Isto não é um ideal impossível; o propósito que move a ação deve ser o do serviço impessoal e desinteressado. Trabalha-se em benefício e para a inspiração de toda a família humana.
4 – A mente deve estar unida ao coração no serviço espiritual criativo. Cristo disse: “Como um homem pensa em seu coração, assim ele é” e se o pensador trabalha com um coração fechado ao fluxo do amor, o pensamento carecerá do magnetismo necessário para alcançar seu objetivo.
5 – Existem muitas maneiras de refletir sobre um determinado tema para poder esclarecê-lo e desenvolvê-lo. Deverá realizar-se um esforço para penetrar mais além das aparências externas em busca de um significado, de uma transcendência, de relações com outras ideias ou correntes de pensamento, ir em busca das causas e não dos efeitos. A intenção de conseguir isto levará o pensador a refletir sobre aquilo que não pertence à natureza da forma e que pode conduzi-lo à contemplação, fonte de inspiração e iluminação.
6 – O pensador, ao chegar a um certo ponto, deverá elevar a sua consciência para a alma (a consciência crística em nosso interior) e, meditando na luz da alma, unir-se, mentalmente, com a Hierarquia espiritual. Dessa maneira, ajudaremos a construir a conexão entre a mente de Deus e as mentes dos homens e mulheres e através deste canal podemos contribuir para que o Plano vá se instaurando nas consciências humanas. Ao mesmo tempo invocamos o fluxo de luz, de amor e de vontade para o bem para que, através deste canal, chegue às mentes e corações de todos.
7 – O pensador deverá dar-se conta de que somos, de fato, parte de um grupo mundial de pensadores, unido subjetivamente em qualquer trabalho de serviço criativo que se realiza mediante a energia do pensamento. Um pensador pode tanto contribuir com energia para o “centro de pensamento”, criado por um grupo, como extrair energia dele. Quando se está trabalhando com energia mental, mediante a união da consciência com o grupo, agrega-se poder à própria contribuição e à dos demais.
8 – As formas de pensamento deveriam ser construídas com tanto cuidado e precisão como se tratasse de uma casa. Assim como um arquiteto deve ter em conta o desenho, os materiais, as instalações elétricas, a iluminação, a calefação, os trabalhos de encanamento, e combinar todos estes elementos para que uma casa resulte bela, prática, econômica e agradável de habitar, da mesma maneira a pessoa criativa que trabalha com o pensamento deve ter em conta todos os fatores que são empregados na criação mental. Como existem milhões de casas mal desenhadas e mal construídas no mundo, também existem milhões de pensamentos inadequados e formas mentais relativamente inúteis. No processo de construção de formas mentais, a principal técnica empregada é a visualização mental.

As regras para o uso criativo da energia mental são as mesmas para a meditação, embora se deveria dar uma conotação mais ampla a este termo do que foi dado até agora. O cientista, que trabalha num laboratório tentando desvendar as leis da natureza, encontra-se ocupado numa forma de meditação. Planejar com cuidado como ajudar àqueles que necessitam, é meditação. A clarificação de conceitos filosóficos, a formulação de princípios filosóficos, é meditação. A aplicação do poder mental para resolver problemas governamentais e nas relações internacionais, é meditação. Em todos se aplicam os mesmos processos de pensamento. Os temas e, portanto, os pontos de ênfase diferirão, mas o processo é idêntico. Sempre que o motivo da tarefa seja o bem-estar de todos, sempre que se realiza um propósito e intenção desinteressados, pode se considerar que o trabalho realizado está respondendo aos princípios do Plano.
Pretende-se que a energia espiritual faça impacto sobre as mentes humanas, as quais são o único instrumento disponível, em seu efeito combinado, através do qual a Vontade de Deus pode se manifestar. O lugar que a humanidade ocupa no plano cósmico torna-se mais vital e evidente quando nos damos conta de que, uma de nossas responsabilidades principais, é o direcionamento das energias procedentes do plano mental e a criação daquilo que é desejado, de acordo com o propósito de Deus para Sua criação. Os homens e mulheres, em conjunto, estão atravessando uma etapa em seu desenvolvimento evolutivo que lhes permitirá criar mais conscientemente com a matéria. Isto implica uma realização do Plano arquetípico, com um processo consciente de criação voluntária, de tal modo que possamos cooperar com o ideal, trabalhar segundo as leis e produzir aquilo que está em consonância com o Plano.

O Trabalho Criativo do Pensador
A criatividade, totalmente consciente, em linha com o Plano, requer uma compreensão da natureza da energia e uma habilidade para dirigir correntes energéticas. Todavia são poucos os membros da família humana que trabalham conscientes e deliberadamente com a matéria mental.
A energia do pensamento, que agora emana de cada ser humano em correntes comparativamente débeis, pode ser dirigida para a criação do que o grupo deseja e não meramente para o que deseja o indivíduo. Para cooperar neste trabalho com a matéria mental é fundamental a faculdade de trabalhar de modo grupal, sendo cada pensamento enviado com uma missão definida, acrescentando seu aporte de energia a alguma corrente específica e conhecida. Este último ponto é importante, já que, se pretendemos prestar uma ajuda válida, a energia do pensamento deve ser dirigida claramente a algum canal particular de serviço.
Toda atividade de qualquer classe é o resultado de:
a) Formas de pensamento construídas consciente ou inconscientemente.
b) Formas de pensamento que são originadas pelo próprio indivíduo ou pela influência das formas de pensamentos dos outros.
c) A sensibilidade aos próprios impulsos interiores ou a sensibilidade aos impulsos de outros e, em consequência, às formas de pensamento grupais.

Portanto, a importância deste tema é evidente, pois homens e mulheres estão influenciados pelas formas mentais que eles mesmos e os demais criam.
O trabalho criativo terá êxito se as pessoas que o realiza puderem reconhecer as tendências e direções de suas próprias mentes e pensamentos; se puderem reconhecer o grupo em cuja linha de pensamento seu trabalho criativo pode frutificar e se são conhecedores do propósito pelo qual julgaram correto construir com o pensamento, mantendo esse propósito firme enquanto a forma de pensamento continua sendo de utilidade.

Objetivos do Plano
Um dos fatores que devem ser compreendidos, quando consideramos a importância do uso criativo da mente, é que existe e sempre existiu um Plano para a humanidade. Foi aplicado durante o desenvolvimento evolutivo de épocas passadas e também através de impulsos particulares, que se manifestaram a cada certo tempo por meio de grandes intuitivos e mestres da raça. Na atualidade existe um número bastante elevado de homens e mulheres no mundo que estão suficientemente desenvolvidos para contatar e trabalhar em conexão com este Plano.
Mediante o uso criativo da mente dos homens e mulheres de qualquer lugar, podemos ajudar para que este Plano Divino para a humanidade se manifeste externamente.
A seguir são expostos alguns dos principais objetivos do Plano para a humanidade:
A – A criação de uma síntese subjetiva na humanidade.
B – O despertar da luz nos seres humanos em grande escala.
C – O estabelecimento de um grande ponto de luz que ilumine o pensamento humano em sua totalidade.
D – Terminar com uma época de separatividade.
E – Elevar a consciência das massas a níveis mentais.

O resultado disto será:
1 – A formação de unidades grupais unidas por um pensamento comum. Isto vem sendo desenvolvido desde o Século XV.
2 – A criação de uma humanidade caracterizada por três coisas:

A – Um sistema de intercomunicação e inter-relações (rádio, telefone, televisão, viagens, telepatia).
B – Um sentido de responsabilidade para com nossos semelhantes. Compreensão da boa vontade.
C – Reconhecimento da onipresença. A Vida Una.

Existem outros aspectos deste Plano e outros objetivos importantes, mas nenhuma parte do Plano pode se estabelecer entre a humanidade se não for através do uso criativo da mente.
Somente agora começamos a entender o poder do pensamento e a energia que o pensador pode aplicar. Mediante o pensamento criativo, percepção espiritual e uma correta interpretação, os homens e mulheres podem ajudar com que o reino de Deus se estabeleça na Terra.

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Fonte e Créditos: Instituto Consciência Adamantina
Postado em: 21/06/201
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