outubro 02, 2011

Vantagens de ser uma boa pessoa - Autoria: Flávio Bastos - 01/10/2011

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Vantagens de ser uma boa pessoa
Autoria: Flávio Bastos
01/10/2011
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A história extra-oficial, aquela que corre de boca em boca mas não é registrada em livros, criou uma expressão popular na região das Missões, no estado do Rio Grande do Sul. Segundo a cultura local, os primeiros jesuítas europeus que construíram com os índios guaranis os Sete Povos das Missões, costumavam aplicar uma tática de doutrinação religiosa, ou seja, esculpiam na madeira imagens do tamanho de uma pessoa. Essas imagens representavam alguns santos da Igreja Católica e eram ocas. Colocadas em lugares estratégicos, os padres encarregados pela catequização costumavam entrar nessas imagens ocas e falar aos índios como se fossem os próprios santos transmitindo suas mensagens.
Verdade ou não, o "santinho do pau oco" virou expressão popular que caracteriza o indivíduo que passa uma imagem de "santo", mas que na verdade, "por dentro" é uma outra pessoa. Não é o caso, é óbvio, da pessoa que pratica o bem sem olhar a quem, porque assumir a prática do amor fraternal exige transparência de sentimentos onde não há lugar para o fingimento ou a representação.
Nesse sentido, não precisamos ser santos ou beatos para afirmar o bem em nossas vidas. Basta deixar fluir a energia do amor que trazemos internalizada em forma de centelha divina...
Essa fagulha, quando acesa em forma de chama interior, tem o poder de transformar realidades através do exercício da caridade, da cura, da proteção espiritual, do autoconhecimento e do progresso espiritual.
Portanto, praticar o bem sem interesses ou segundas intenções, tem vantagens que não imaginamos, porque vivemos em um mundo onde o sofrimento, associado à esperteza, limita a nossa visão para o que é puro e transparente nas relações interpessoais.
Por este motivo, as crianças despertam em nós a ternura e a pureza esquecidas em algum lugar do passado. São elas a referência e a esperança de um mundo onde os bons sentimentos possam ser compartilhados no convívio social. Porém, para compartilhar bons sentimentos, precisamos exercitá-los no dia-a-dia de nossas vidas, porque toda mudança interior, por mais gradual que seja, exige adaptação e troca de energia áurica, que é o campo energético ao nosso redor que informa ao Universo se somos ou não seres amorosos.
O grande desafio para quem pretende, aos poucos, trocar a sua energia áurica, é manter-se focado no bem. Tarefa difícil quando se vive eu uma sociedade competitiva, cuja orientação e filosofia induzem a ser esperto para levar vantagem sobre o outro.
No entanto, estamos falando de "vantagens" fundamentadas em bens eternos e não bens perenes que acabam-se com o passar do tempo. Estamos falando de transparência de atitudes e de sentimentos elevados, e não de títulos, status social ou aparências.
Trilhar o caminho da verdade de cada um exige, acima de tudo, perseverança no bem. Esse caminho nos leva à cura de nossos males e à conquista do equilíbrio bio-psíquico-espiritual que contempla um estado de saúde integral, idealizado pelas religiões de fé raciocinada, pela filosofia, medicina e psicologia.
Ser ou tornar-se uma boa pessoa, não exige, necessariamente, vínculo religioso ou abstinência de certos prazeres mundanos, como a diversão, o lazer e a prática do sexo, entre outros, que são inerentes à pessoa humana e importantes à sensação de bem-estar e equilíbrio.
O indivíduo focado no bem cultiva a bondade dentro e fora de si mesmo, sem fazer alarde ou uso pessoal desse instrumento que lhe é inato e natural, pois, como aprendiz que é, aprende a cada lição de vida algo novo a respeito de sua condição de homem de bem.
No contexto social em que interage a pessoa de bons sentimentos, podemos relacionar algumas vantagens que ela acumula com a sua prática desinteressada.
É o que veremos a seguir.

Em processo de libertação da energia da maldade, que turva visões e endurece corações, a pessoa de bem ilumina o seu próprio caminho;
Como possui luz própria e foco no bem, o seu campo áurico passa a ser o reflexo de sua alma;
Com o cultivo da simplicidade, a paz interior torna-se garantia da colheita de bons frutos;
Com o coração em processo de pacificação, as somatizações orgânicas e as psicosomatizações tendem a desaparecer, assim como as doenças em geral;
Com o autoconhecimento proporcionado pela reforma interior (íntima), dúvidas ou questionamentos a respeito da vida e da morte, começam a ser elaborados através de respostas que fluem pela intuição, que é um canal ligado à espiritualidade superior;
Com a perseverança no bem, a percepção do "caminho do meio" que é a sensação de equilíbrio vital, é incorporada ao âmbito das percepções normais. Dessa forma, ao possuir uma referência básica, o indivíduo tende a "recair" cada vez menos em relação aos "altos e baixos" característicos da condição humana no planeta Terra.
Enfim, as conquistas adquiridas pela alma que cultiva sentimentos elevados, relacionam-se, íntimamente, aos valores do espírito. Sem esquecermos, é evidente, que cada espírito reencarnado possui um ego e um corpo físico que precisam ser considerados no contexto vital. Caso contrário, estaremos negligenciando a nossa natureza corpórea, que necessita de sensações prazeirosas para se sentir bem no mundo em que vivemos.
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Autoria: Flávio Bastos  (Email: flaviolgb@terra.com.br)
Fonte: Site Somos Todos Um  01/10/2011
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