novembro 20, 2011

Sinto muito, mas você está só, nesse mundo - Autoria: Nelson Sganzerla

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Sinto muito, mas você está só, nesse mundo
Autoria: Nelson Sganzerla
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Eu sei bem, essa afirmação é um tanto quanto forte. Na verdade, a grande maioria das pessoas nunca tenha atinado para essa realidade. Vivemos despreocupadamente e nunca procuramos pensar em nossa existência por uma ótica diferente, daquilo que está em nosso inconsciente coletivo.
Outro dia, observando uma formiga em cima da minha mesa, na sala de jantar, pude ver que quando aquele inofensivo inseto chegava à borda da mesa, rapidamente retornava e permanecia em círculos em volta da mesa, sem arriscar-se a outro caminho.
Tal fato pode ser indiferente para os céticos que acham que o mundo gira em torno do seu umbigo, mas se observarmos pelo prisma da formiga, além da mesa, existe um mundo desconhecido a ser desbravado, mas falta coragem a ela para tal, então, a mesa é um mundo seguro e conhecido.
Assim somos nós, arriscar, desbravar, conhecer o desconhecido é para os chamados radicais, aqueles que enfrentam desafios e rompem barreiras do insólito e do desconhecido. Preferimos a nossa zona de conforto e o nosso confortável sofá da sala. Recusamo-nos a tentar ser feliz e a conhecer a vida intensamente com todas as possibilidades que ela nos oferece.
Se possuíssemos uma consciência maior do que seja o universo, saberíamos que existem muito mais vida em dimensões que desconhecemos e que obviamente existem seres anos luz mais desenvolvidos que nós meros terrestres, afoitos e mesquinhos preocupados com a pequenez própria de seres subdesenvolvidos que somos.
Ocorre que, quando viemos fazer parte desse todo, na grande nave Terra, aqui chegamos sozinhos, apesar de às vezes em uma família com todo o carinho e amor a nós dedicado. Quando formos chamados de volta para outra dimensão ou morada, também iremos sozinhos, queiramos ou não, chegaremos e partiremos sozinhos e disso não tenham a menor dúvida.
Nossa passagem por aqui é de aprendizado e assim será até o dia que partirmos na posição de aprendizes. Portanto, meus queridos, baixem a bola, aqui vocês são só aprendizes e nada mais que isso.
Desistam de achar que são melhores, que são superiores, pelo fato de terem recursos financeiros, uma escola de primeira linha, ou uma educação inglesa.
As pessoas que vocês agregam em suas vidas, também aqui estão para aprender. Seus amores, amigos, colegas, interlocutores do seu dia-a-dia, no trabalho, na faculdade, na igreja, no futebol, na família são aprendizes que tanto podem aprender consigo, na convivência ou terão que aprender no círculo que criam durante a sua existência por aqui, por isso família é o grande centro de discussões e adversidades.
Somos indivíduos e fazemos parte de um todo, mas estamos aqui sozinhos, na descoberta através de carmas e experiências vividas em outras oportunidades passadas que chamamos vidas passadas. Para isso aqui estamos, para isso aqui vivemos. E tenham a certeza que todos esses valores que tanto damos importância nessa existência nada contarão no momento da partida.
Mais uma vez estaremos sozinhos. Mais uma vez estaremos sem nosso relógio de ouro, nosso carro luxuoso do ano, nossos ternos italianos, nossas gravatas de seda e nossos suntuosos apartamentos.
Estaremos novamente, a sós e iremos ser recebidos na grande fila, a sós, e seremos colocados em frente ao olho que tudo vê e de nada adiantará o acúmulo material. O que irá valer e pesar para a nota final será o que você, como indivíduo e aprendiz, contribuiu para o todo desse imenso universo.
Pense nisso...
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Autoria: Nelson Sganzerla (nelsonsganzerla@terra.com.br)
Fonte:  Blog Somos todos Um   19/11/2011
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