dezembro 13, 2011

Eu escondido de mim: Viva a liberdade de ser você, sempre! - Autoria: Paulo Sérgio Buhrer

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Eu escondido de mim: Viva a liberdade de ser você, sempre!
Autoria: Paulo Sérgio Buhrer
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Hoje, as pessoas sofrem muito porque estão meio perdidas em si mesmas.  Por muito tempo procuramos ter, mas, notamos que é complexo conquistar. Depois tentamos ser, porém, percebemos que é ainda mais complicado. Com isso, optamos por parecer, e aí a vida fica feia, pois temos parecido legais, felizes, alegres, honestos, ainda que lá no fundo nossa aparência não seja a que os outros veem.
Infelizmente, a maioria de nós se esconde por detrás do que parece ser. O cônjuge parece amar o parceiro. O filho parece respeitar os pais, os professores parecem interessados nos alunos e vice-versa. Isso tem criado feridas profundas na nossa existência.
Andamos com vergonha de sermos nós mesmos. Parte disso se dá porque colocaram em nossa mente que o legal é ter uma mansão e carros importados. Ser famoso e rico virou sinônimo de felicidade. Mas, e os que não conseguem fama e riqueza, não têm valor? Sim, claro que têm, mas, a maioria também se esconde com vergonha do que não possui.
Alguns parecem não gostar de dinheiro, mas, na verdade, mascaram a frustração por não o terem conquistado dizendo que não é importante. Provavelmente, se ficassem um dia na fila do SUS, vendo o pai chorando a dor do filho com ele no colo teriam a exata noção da importância do dinheiro.
Nos escondemos atrás do que parece ser bom. Muitos usam roupas caríssimas, mas, não fosse o glamour da grife, os mendigos recusariam as vestes de tão feia que são. Mas, pelo que custam, parecem bonitas, aí usamos.
Não deitamos mais no colo do velho pai e da serena mãe porque as pessoas podem achar careta. Quando eles não estão mais entre nós choramos, escondido, de saudade e remorso por não tê-los aproveitado mais.
Parecemos bons quando o patrão está por perto, mas, ele vira às costas e entramos na seara da enrolação. Parecemos legais para conquistar a confiança dos colaboradores, mas, não os valorizamos nem para que possam botar três refeições dignas na mesa diariamente.
Por que parecemos? Porque é mais fácil do que ser e do que ter. Ainda que essa atitude tenha tirado nossa dignidade, honra, paz de espírito, e custe muito mais caro, temos parecido.
Tem gente comendo um monte de comida sofisticada, mas que não tem gosto nenhum só para parecer requintado, apreciador das “boas coisas” da vida.
Tem gente tomando vinho seco mesmo amando o suave, mas disseram que vinho suave é para quem não entende de vinho. “Poxa, você entende que é bom e gostoso?”, então é isso... e não o que parece!
Não se esconda dentro de você. Traga para fora o verdadeiro você. Não sinta vergonha de adorar rolar na grama com seu filho, de sair com o carro velho que tem hoje. Não deixe de aproveitar o que tem, sofrendo pelo que não tem.
Deseje ter mais, isso é ótimo, mas, vá aproveitando o que já é seu. Tem gente parecendo rica, com carrão importado, mas o carnê de pagamento é mais grosso que a Bíblia. Estão felizes? Tudo bem, mas viva a sua vida, não a dos outros!
Sem exageros, ande do jeito que gosta, vista a roupa que acha que deve vestir, claro, respeite os ambientes, senão tem gente que vai andar pelado pelas ruas!
Pare de usar máscaras para parecer alguém que você não é. Você gosta de vinho suave? E daí? Você detesta caviar, escargô e odeia comida japonesa? Então não tome nem coma nada disso, só para parecer refinado.
Não pague com a sua vida para agradar aos outros.
Viva a liberdade de ser você, sempre!
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Autoria: Paulo Sérgio Buhrer  (contato@professorpaulosergio.com.br)
Fonte: Site Bemzen - UOL   Dez./2011
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