agosto 26, 2012

Wagner Borges - Caráter: Obra de Luz da consciência II - (Meditação sobre como transformar o sofrimento em compaixão)

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Caráter - Obra de Luz da consciência II
(Meditação sobre como transformar o sofrimento em compaixão)
Autoria e postagem: Wagner Borges
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Às vezes, o que se sente não é de agora, vem de outros tempos...
A mente não se lembra, mas o coração sabe.
Trocam-se os corpos perecíveis, mas o espírito é sempre o mesmo.
E, além da transitoriedade da aparência das formas, está a energia de cada um, que reflete o que se passa no âmago da consciência.
Sim, há almas de outrora em corpo de agora!
O que se pensa, sente e faz tem suas repercussões naturais... E todo efeito busca sua causa correspondente. E, muitas vezes, isso não é só coisa da vida atual, mas, também, de uma vida para outra, na longa ascese evolutiva do Ser.
Seja ontem, hoje, ou amanhã, cada um é o reflexo do que pensa, sente e realiza. Portanto, é justo que, “a cada um segundo suas obras!”
O fato de estar encarnado novamente não anula a natureza espiritual de ninguém. O revestimento físico não apaga a centelha vital que cada um é - somente restringe temporariamente a sua Luz na carne -, em função da necessidade de se aprender algo na experiência terrestre.
Algumas coisas passam de uma vida para outra... Dentro do coração.
Mas, o que é importante é o caráter de cada um e as possibilidades de transformação que cada vida apresenta ao Ser.
E, nisso, conta muito a espiritualidade e o nível de consciência manifestado. Pois, sem uma noção mais abrangente da existência, tudo se resume apenas a comer, beber, dormir, copular e, finalmente, morrer sem ver sentido na vida.
E é bom assinalar que espiritualidade não é doutrina, é estado de consciência; nem é um lugar aonde ir, mas, sim, aquilo que se carrega dentro do próprio coração.
E isso é caráter de Luz!
É valor interno e intransferível.
Não se compra - nem se vende.
Sequer é da Terra, pois transcende os limites convencionais.
Não pode ser mensurado por nenhum parâmetro humano.
Não é oriental ou ocidental; nem branco, negro, amarelo ou vermelho.
Não tem sexo ou idade, e é válido em outros planos de manifestação.
Sim, algumas coisas podem ter sua origem em outros tempos e condições, mas, tanto antes como agora, o remédio é um só: tomar consciência de si mesmo e manifestar climas melhores na existência.
E todos os que estudam a temática espiritual já sabem disso, só faltando mesmo por em prática o que sabem teoricamente.
De nada adianta falar de vidas passadas se isso não ajudar a resolver as coisas do momento presente. Assim como, também, de nada adianta encher a mente de conhecimento, se isso não aquecer o coração, e as atitudes diárias não corresponderem ao nível daquilo que se estuda.
Conhecimento não é sabedoria!
E Amor real não é emoção barata ou joguinho de egos.
E viver restringido não é fácil, nunca foi.
Na verdade, viver é muito mais do que só comer, beber, dormir, copular e morrer... Também é pensar, sentir, raciocinar e vencer a si mesmo.
Ah, viver demanda muitas vidas, aqui e algures...
E o mais importante é o nível de consciência que se desenvolve vida após a vida. E é isso que importa na média de cada um.
Sim, Jesus estava certo, quando ensinou que, “a cada um segundo suas obras” - e também quando disse que, “muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos”.
Ontem, hoje ou amanhã, isso é assim.
E, se o semelhante atrai o semelhante, por lógica, quem quer mais Luz, que já tenha um pouco de Luz em seus pensamentos e procedimentos.
Porque espiritualidade é isso: caráter de Luz!
Paz e Luz.
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Wagner Borges
Mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
10 de Julho de 2012.

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- Nota:A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB e pode ser acessada no seguinte endereço específico: IPPB - Primeira parte texto
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Meditação sobre como transformar o sofrimento em compaixão
Autoria: Jack Kornfield
Postado por Wagner Borges
22/08/2012
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"O coração humano tem a extraordinária capacidade de assumir os sofrimentos da vida e transformá-los em um grande fluxo de compaixão. O dom de personagens como Buda, Jesus, a Virgem Maria e Kuan Yin, a Santa da Misericórdia, é proclamar o poder desse coração terno e misericordioso em face de todos os sofrimentos do mundo.
Quando seu coração está receptivo e exposto, dentro de você se inicia o despertar desse fluxo de compaixão. A compaixão surge quando você permite que seu coração seja tocado pela dor e dificuldade de outra pessoa.
O cultivo dessa qualidade pode ser realizado através da meditação tradicional para a prática da compaixão e para a transformação do sofrimento no fogo do coração.
Sente-se tranquilamente, concentrado e quieto, respire com suavidade e sinta o seu corpo, as batidas do seu coração, a energia vital dentro de você. Sinta o modo como entesoura a sua própria vida e se resguarda do sofrimento.
Depois traga à mente uma pessoa próxima, a quem você ama com ternura. Imagine essa pessoa, imagine a si mesmo cuidando dela. Observe como você a toma no seu coração.
Conscientize-se do sofrimento dela e daquilo que ela considera sofrimento nesta vida. Sinta como o seu coração se abre naturalmente, movendo-se em direção a ela para desejar-lhe o bem, dar-lhe conforto, compartilhar sua dor e responder-lhe com compaixão.
Essa é a resposta natural do coração.
Ao lado dessa resposta, comece ativamente a desejar o bem a essa pessoa querida, envolvendo-as no seu coração compassivo e recitando frases tradicionais: 'Espero que você esteja livre da dor e do sofrimento; quero que você esteja em paz'.
Continue a recitar essas preces durante alguns minutos.
Ao aprender a sentir um cuidado por essa pessoa próxima e amada, você poderá estender sua compaixão aos outros conhecidos, um a um. Aos poucos, poderá ampliar sua compaixão, incluindo seus vizinhos, depois aqueles que vivem mais distantes e, finalmente, abraçando a irmandade de todos os seres.
Abra-se para sentir como a beleza de cada ser lhe traz alegria; como o sofrimento de um ser faz você chorar. Sinta a sua sincera conexão com a totalidade da vida e suas criaturas; sinta que você se comove diante de seus sofrimentos e os envolve com compaixão.
Agora deixe seu coração transformar os sofrimentos do mundo. Sinta sua respiração na área do coração, como se você inspirasse e expirasse suavemente com o coração. Sinta a bondade de seu coração e imagine que, a cada respiração, você pode inspirar dor e expirar compaixão.
Comece a inspirar o sofrimento de todos os seres vivos. A cada inspiração, deixe que seus sofrimentos toquem o seu coração e transforme-os em compaixão. A cada expiração, deseje o bem a todos os seres e evolva-os em seu coração cuidadoso e misericordioso.
Ao respirar, visualize seu coração como um fogo purificador que pode receber as dores do mundo e transforma-las na Luz e no calor da compaixão.
Esta é uma poderosa meditação que exige certa prática.
Seja carinhoso consigo mesmo. Deixe o fogo de seu coração arder suavemente em seu peito. Inspire o sofrimento dos famintos. Inspire os sofrimentos das vítimas da guerra. Inspire os sofrimentos da ignorância... E, a cada expiração, imagine todos os seres vivos, do mundo inteiro, e expire o bálsamo da compaixão.
Com cada suave inspiração, permita, repetidamente, que os sofrimentos de todas as formas de vida toquem o seu coração. Com cada expiração, estenda, repetidamente, a misericórdia e a cura da compaixão.
Como a Mãe do mundo, traga o mundo para dentro do seu coração, convidando a todos os seres a tocá-lo em cada inspiração e envolvendo compassivamente todos os seres em cada expiração.
Depois de algum tempo, sente-se quieto e deixe sua respiração e seu coração repousarem naturalmente, como um centro de compaixão em meio ao mundo."
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(Texto extraído do livro “Um Caminho com o Coração” - Editora Cultrix.)
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Fonte: Portal IPPB
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