novembro 27, 2012

As armadilhas do inconsciente. - Autoria: Flávio Bastos.

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As armadilhas do inconsciente.
Autoria: Flávio Bastos.
24/12/2012
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"No Egito, as bibliotecas eram chamadas tesouros dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras". (Jaques Bossuet)
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Somos uma associação de valores ético-morais e crenças internalizadas durante as sucessivas vidas do espírito imortal. Tais experiências determinam a nossa visão de vida, mundo e universo. Bagagem vital que reflete o nível consciencial de cada indivíduo dotado de inteligência e livre-arbítrio, que renasce no planeta Terra para mais uma jornada de aprendizado e evolução.
Devido à natureza heterogênea dos níveis conscienciais da população terrestre, baseados no cultivo de valores e crenças individuais e regionais, ocorre o que podemos denominar de "múltiplas visões ou interpretações" daquilo que os olhos captam e a mente informa da realidade ou dimensão física que nos envolve.
Neste contexto existencial, o preconceito e a discriminação são as principais armadilhas da mente no sentido do indivíduo julgar o que vê (ou analisa), condicionado ao modelo internalizado de suas experiências vitais. Sem negligenciarmos, é óbvio, a influência da educação parental da vida presente.
Por este motivo, surgem as divergências políticas, religiosas e as polêmicas relacionadas a temas que inquietam as sociedades modernas, como o aborto, o homossexualismo e a eutanásia, entre outros. Tudo isso num planeta globalizado, conectado por uma imensa rede de informações de fácil acesso pela internet e demais meios de comunicação.
Em meio a esta fabulosa rede de interconexões, a nossa mente ainda é influenciada por aquilo que acreditamos ser a realidade. E nesta mecânica de visualização, análise e avaliação daquilo que "vemos" através do conjunto de valores e crenças internalizadas, projetamos distorções, ou seja, manifestamos desequilíbrios que podem ser de origem psíquica, espiritual ou psíquico-espiritual, mais conhecidas como perturbações mentais ou patologias da mente.
Estas patologias se estruturam com as fixações mentais, fundamentadas pelas distorções provocadas pelo o que a mente nos informa sobre o objeto em foco. As fixações mentais, geralmente, são acompanhadas por processos obsessivos que podem ser de origem anímica, espiritual ou anímico-espiritual. Esta desarmonia vital é responsável pelas viciações, julgamentos improcedentes, calúnia, difamação, inveja, ciúme, entre outros, que desviam o indivíduo de sua trajetória ascencional, mantendo-o num padrão comportamental inalterado.
No sentido de avaliarmos o quanto somos suscetíveis ao que a mente nos informa, tomemos como exemplo a imagem de um suíno e observemos as várias interpretações que a mente humana pode sugerir do objeto em foco. É o que veremos a seguir através de um exercício de visualização e interpretação.
Visualizar mentalmente a imagem de um suíno e escolher uma das opções:
Um signo do zodíaco chinês. Um suíno assando no rolete. Um indivíduo glutão. Um ser demoníaco. Um ser da criação divina. Um homem mau caráter. Um sujeito desleixado na higiene pessoal. Um suíno assado com uma maçã na boca. Um símbolo de prosperidade (cofrinho). Um capitalista ganancioso. Um porco chauvinista. Apenas um suíno. Outras opções ou nenhuma das anteriores.
Este exercício de visualização e interpretação de uma imagem mental nos mostra a gama de opções que temos de uma única imagem, o que revela o quanto condicionamos e aprisionamos a mente pelos conceitos pré-estabelecidos por um conjunto de valores e crenças internalizado no inconsciente.
No entanto, as armadilhas da inconsciência revelam-nos também que, nos bastidores dos desequilíbrios psíquico-espirituais, existe uma ânsia de libertação das amarras que nos prendem à materialidade da vida, isto é, de que a natureza humana exige do ser dotado de inteligência, a visão interdimensional de sua existência, onde a percepção ampliada liberta o indivíduo de seu condicionamento sensorial e altera a sua visão de vida e de universo.
Nesta direção, o terceiro milênio, com a sua energia transformadora, começa a alterar positivamente um paradigma materialista que emite sinais de esgotamento, representado por modelos sociais decadentes ética e moralmente. A fase de transição que experenciamos no ano 2012, da segunda década do Milênio da Luz ou Nova Era, como também é chamado, revela o surgimento de um número cada vez maior de indivíduos dotados de uma sensorialidade incomum. Uma sensibilidade especial que pressiona a ciência no sentido de aceitar oficialmente a condição interdimensional do homem como uma potencialidade que norteará o rumo das próximas gerações de humanos.
Portanto, libertar-se gradativamente, das armadilhas do inconsciente é o primeiro passo para a fundação de uma sociedade inclusiva, alicerçada em valores que orientam a vida inteligente em mundos onde o amor fraternal é o combustível de experiências sociais consolidadas. Este é o desafio do milênio que abre caminhos para que o homem dê o primeiro passo rumo à sua própria libertação.
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Autoria: Flávio Bastos (24/11/2012)
Email: flaviolgb@terra.com.br
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=32690
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